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Queda nos empregos formais desafia estabilidade das indústrias do tabaco em 2025

Vyacheslav Gavrilov By Vyacheslav Gavrilov Maio 9, 2025 5 Min Read
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As indústrias do tabaco enfrentam um cenário desafiador em 2025, com queda significativa na geração de empregos com carteira assinada. No primeiro trimestre do ano, o setor registrou uma retração de 10,1% nas contratações formais em comparação ao mesmo período de 2024. Essa redução representa uma perda de 393 postos de trabalho, um número que preocupa trabalhadores e empresas que dependem diretamente dessa cadeia produtiva. As indústrias do tabaco são tradicionalmente responsáveis por impulsionar a economia de várias cidades, especialmente no sul do país, o que torna a desaceleração um sinal de alerta.

Mesmo com o saldo ainda positivo, os números apontam que as indústrias do tabaco estão contratando menos do que no passado recente. Em janeiro de 2025, foram criadas apenas 887 vagas, contra 1.081 no mesmo mês de 2024. A diferença representa uma redução de 17,9% no volume de admissões. Em fevereiro, a estabilidade foi maior, com uma leve queda de 0,3%, mas março novamente apresentou retração expressiva, com 1.170 vagas abertas contra 1.365 em março do ano anterior, o que corresponde a uma queda de 14,3%.

As indústrias do tabaco possuem grande importância para municípios como Venâncio Aires, um dos principais polos da produção fumageira no Brasil. Nessa cidade, o setor concentra boa parte das contratações e movimenta a economia local com força durante o período de safra. Mesmo com a diminuição registrada nos três primeiros meses do ano, ainda se espera que as indústrias do tabaco contratem mais de 4,5 mil trabalhadores safristas ao longo de 2025. A manutenção desse número é fundamental para garantir a renda de milhares de famílias da região.

Diversos fatores podem estar influenciando a retração nas contratações realizadas pelas indústrias do tabaco. O setor é altamente dependente do comportamento do mercado internacional, especialmente no que se refere às exportações. Além disso, mudanças no padrão de consumo global e políticas de controle do tabagismo em diversos países têm diminuído a demanda por derivados do tabaco. A produtividade das lavouras e os custos de produção também afetam diretamente o número de vagas disponíveis em cada safra.

As indústrias do tabaco, apesar de enfrentarem obstáculos em 2025, ainda têm uma presença marcante na geração de empregos sazonais. O trabalho temporário relacionado à colheita e ao beneficiamento do fumo continua sendo uma das principais fontes de renda para trabalhadores do meio rural. O setor depende fortemente do desempenho da agricultura e de acordos comerciais internacionais, além de políticas públicas que possam favorecer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

A queda no ritmo de contratações pode ser também reflexo de um ajuste nas estratégias empresariais. As indústrias do tabaco vêm investindo em tecnologia e automação para reduzir custos e aumentar a eficiência, o que pode estar substituindo parte da mão de obra. Ainda assim, a força de trabalho humana continua essencial em diversas etapas da produção, especialmente nas lavouras, onde o processo manual ainda é predominante. Portanto, as indústrias do tabaco precisam equilibrar inovação com responsabilidade social.

É fundamental que os governos municipais, estaduais e federal acompanhem de perto o desempenho das indústrias do tabaco. Políticas de incentivo ao setor e programas de qualificação profissional são medidas que podem contribuir para reduzir os impactos da queda nas contratações. Além disso, é preciso pensar em alternativas econômicas para as regiões altamente dependentes do cultivo e processamento do tabaco, a fim de diversificar a base produtiva e garantir maior estabilidade no emprego.

Mesmo com os desafios atuais, as indústrias do tabaco seguem sendo um setor estratégico para a economia de diversas regiões do Brasil. A queda de 10,1% nos empregos formais no primeiro trimestre de 2025 evidencia a necessidade de monitoramento constante e ações coordenadas para evitar que a tendência negativa se aprofunde. O futuro das indústrias do tabaco dependerá da capacidade de adaptação das empresas, da resposta do mercado internacional e do apoio institucional necessário para manter sua relevância econômica.

Autor: Vyacheslav Gavrilov

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