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Rafael Libman fala que a literatura serve como válvula de escape

Diego Velázquez Por Diego Velázquez Março 8, 2021 3 Min de leitura
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A Segunda Geração Romântica ficou conhecida pela expressão “Mal-do-Século”, marcada pelas doenças, mortes e pessimismo. Nos dias atuais, em consonância, a depressão é considerada o mal do século de nossa geração. Problemas envolvendo a saúde mental das pessoas estão cada vez mais recorrentes. O imediatismo e a velocidade das transformações na sociedade estão tornando os seres humanos cada vez mais ansiosos; é preciso ter mais momentos de pausas, respiro e reflexão. Para isso, a leitura é uma grande aliada, comenta Rafael Libman.

A leitura pode ser uma grande válvula de escape para problemas, nela estão contidos inúmeros benefícios, tais como: estímulo da criatividade, melhora na concentração, amplia o vocabulário, amadurece o pensamento crítico etc. Certamente, não há contra-indicações.

Levando todos esses benefícios em consideração, Rafael Libman indica livros aos que desejam iniciar uma jornada literária. Essa reunião está dividida em clássicos e modernos. Clássicos: Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos e Capitães de Areia, de Jorge Amado, e Modernos: O Homem de Giz, de C.J Tudor e Prazer em Queimar, de Ray Bradbury.

“Meu Pé de Laranja Lima” foi publicado pela primeira vez em 1968. O livro conta a história de Zezé, um menino serelepe e muito esperto. Nascido em uma família numerosa, encontra um amigo especial e confiável no quintal de sua casa, um pé de laranja lima, onde é exibida uma linda amizade. Ao longo da narrativa é expressa a curiosidade e questionamentos do garoto sobre o mundo, o que nos faz questionar também junto a ele.

“Capitães da Areia” (1937) é um excelente livro, sem sombra de dúvidas. Nele é narrada a história dos capitães da areia (da areia, não de areia, vale enfatizar, pois eles pertencem ao cais, à praia, o litoral da Bahia). Segundo Rafael Libman, é uma das obras primas de Jorge Amado. O livro é repleto de aventuras dos travessos capitães que colocam “terror” na cidade da Bahia em busca de sobreviver e encontrar um lugar no mundo.

Além disso, outra indicação é o recente livro “O Homem de Giz”. Repleto de suspenses e bifurcações, certamente fará o leitor se prender à obra. O livro alterna entre o passado e o presente, com uma trama digna de série. Narra a história de um grupo de amigos que acabam envolvidos num mistério de assassinato há mais de trinta anos.

Por fim, Ray Bradbury, autor do clássico Fahrenheit 451, em Prazer em Queimar, reúne 16 contos referentes à clássica obra. Contos que narram temas acerca da morte, liberdade, formas de expressão, arte, violência etc., tudo que circundou o autor em sua vivência, pois quando Ray tinha apenas 15 anos, Hitler estava no ápice do poder. Segundo Libman, os contos são impactantes e imprescindíveis. 

Tag:literaturaRafael Libman
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